sábado, 19 de dezembro de 2009

O homem não passa de um sopro

Em meio a tantos acontecimentos do dia a dia, sempre procuro avaliar todos os meus valores e princípios. Não podemos deixar que a correria da vida sufoque nossos valores, princípios e caráter cristãos. Uma das coisas que mais esmaga o meu coração é ver como as pessoas valorizam as coisas e não as pessoas e os relacionamentos. Pior ainda: valorizam tanto uma titulação, cargo ou formação acadêmica, que esquecem de se importar com aquilo que realmente é o mais importante - o nosso próprio caráter.

O caráter não só espelha quem você realmente é como também conduz o caminho da sua própria vida. Uma pessoa pode se sentir na posição estratosférica que quiser (no topo, no poder), mas com o tempo, se ela não tiver noção da importância do caráter, a vida acabará se encarregando disso e da importância de se ter humildade. Não ter valores eternos faz que nos tornemos mesquinhos e esqueçamos daquilo que é realmente relevante para Deus.

Devemos preferir nunca tratar alguém mal para ficar a favor de algo corrupto, nem devemos ficar a favor de alguém que maquina o mal e só pensa em si mesmo. Um dia, se essa pessoa afundar e você estiver muito perto, vai junto com ela.

Estava conversando com Deus a respeito das injustiças que vejo por causa dos valores e princípios distorcidos, e Ele acabou me respondendo em Sua palavra com versículos que falaram muito ao meu coração: "O homem mesmo que muito importante, não vive para sempre; é como os animais, que perecem." (Salmos 49:12). Muitos se importam em juntar bens materiais e com eles se alegram, neles confiam, neles buscam segurança. Entretanto, essas coisas só trazem uma segurança falsa, que dá uma sensação de poder, e com o tempo, você percebe que essas coisas já não preenchem mais, porque o homem é um ser insaciável. Logo, você sempre vai acabar buscando outras coisas que possam substituir outras e outras... e o homem fica cada vez mais preso neste ciclo vicioso, que nem percebe.

Os critãos devem ter muito cuidado para não invejar este tipo de pessoas, que parecem ter tudo, mas que na verdade não tem nada: "Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos." (Provérbios 3:31). Por dentro, elas são ocas, vazias, fedem como um sepulcro caiado. Não podemos nos deixar ser seduzidos por estas riquezas e prazeres momentâneos que mostram um ar de poder, riqueza e felicidade, mas que, na verdade, não produzem nenhuma satisfação plena.

A Bíblia nos alerta com relação a isso: "Não se aborreça quando alguém se enriquece e aumenta o luxo de sua casa; pois nada levará consigo quando morrer; não descerá com ele o seu esplendor." (Salmos 39:16). De que adianta se alegrar com todos os bens, títulos e conhecimentos conquistados neste mundo, se nem os levaremos para a eternidade? Nem para o túmulo eles vão! Podemos meditar ainda mais sobre isto lendo a seguinte passagem de Salmos 49:11-14: "O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras. Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles." Ou seja, nada daquilo que conquistamos aqui na terra levaremos depois da morte e toda beleza humana e contemplada será consumida no sepulcro.

Então, por que se prender a coisas passageiras, quando podemos nos completar em alguém e em algo que são muito maiores do que tudo isso? - Deus e Seu amor.

Todos sabem que a vida é muito curta. A Bíblia fala isso: "os seus dias [do homem] são como a sombra que passa." (Salmos 144:4). Entretanto, muitos se aproveitam disso para fazer o que bem entendem sem pensar nas consequências de seus atos, achando que assim estão aproveitando sua vida. Na verdade, estão cada vez mais se prendendo àquilo que não é relevante e nem eterno. Já disse C. S. Lewis: "Tudo o que não é eterno é eternamente inútil.".

Por isso, devemos aproveitar o pouco tempo sobre a Terra levando em consideração que tudo o que faremos ecoará eternamente. Devemos remir nosso tempo, aproveitando cada momento para o bem e não para o mal. E só saberemos aquilo que é realmente do bem se estivermos juntos com Deus: "Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o SENHOR sonda os corações." (Provérbios 21:2). Deus deve ser o cerne de nosso ser e de nossa conduta. Nossos padrões devem ser os Dele e não os nossos, pois é a Ele que prestaremos contas e é Ele quem decidirá onde passaremos a eternidade e o que faremos nela.

Não devemos nos esquecer da brevidade de nossa vida e, por isso, devemos nos atentar àquilo que realmente é relevante. Até porque, mediante à toda eternidade de Deus, "o homem não passa de um sopro" (Salmos 39.5,11 - NVI).

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Transição

A vida dá muitas voltas. Um dia estamos bem, outro dia estamos mal. Estar numa fase de transição é muito estranho, às vezes, angustiante. Funciona da seguinte forma: você se sente bem num dia e não no outro. Às vezes você acaba achando que Deus se esqueceu de você. Numa outra hora, Deus renova as suas forças e te lembra de como você é especial para Ele. Ler a minha própria postagem intitulada Até aqui me ajudou o Senhor foi muito importante para que eu mesma me lembrasse disso. Ver as coisas simplesmente não tomando rumo, estar numa sensação como se não tivesse tomando rumo, perder o propósito das coisas é tudo o que eu mais temo. Cada vez que bate esse medo em mim, imploro a Deus que restaure e clareie os propósitos pelos quais Ele me chamou nesta vida tão curta.

Estar à luz dos propósitos de Deus para nossa vida é muito importante para passar bem em um processo de transição. Sei que tudo o que estou passando está me proporcionando crescimento, e também sei que tudo que acontece em nossa vida, acontece por um propósito específico. Acredito que o maior desafio desta fase é permanecer espiritualmente estável em um momento em que tudo é instável. E acho que é por este desafio que Deus está me chamando a passar. Não só me chamando, mas me dando oportunidades de continuar confiando Nele, mesmo que eu não veja resultado algum ou modificação alguma.

Só peço a Deus que os Seus propósitos em minha vida se tornem cada vez mais claros e que eu me sinta cada vez mais direcionada por Ele. Uma amiga minha postou em seu blog, Notas e Pensamentos, sobre a importância de sermos uma pena em relação ao vento que o próprio Jesus mencionou em João 3.8:
"O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito". Portanto, só me resta ser essa pena, dirigida pelo vento que é o Espírito; confiar que os rumos e os momentos que Deus me proporciona me levará a um relacionamento mais profundo e a uma intimidade maior com Ele. Peço a Deus que, mesmo me sentindo a mais pequenina de todas (literalmente até no tamanho), Ele me leve a lugares mais altos, para ver do Seu campo de visão e com os Seus olhos como tudo isso aqui é tão pequeno diante de tudo o que Ele é e pode me proporcionar.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Transformação muito relevante

Como eu ia imaginar que a leitura de um livro transformaria minha vida relevantemente? Não só que me mudaria, mas que mudaria a minha maneira de ver os meus problemas, os problemas que afligem todo o mundo, e o mais importante de todos, o meu relacionamento com Deus?

Você já deve estar se perguntando: "Mas que livro é esse?". Bem, eu digo: eu li A Cabana, de William P. Young. E confesso que enrolei muito para ler este livro. Peguei emprestado de um amigo, e um dia, por impulso, comecei a ler o primeiro capítulo, mas, infelizmente, acabei mergulhando na minha vida mega atarefada e me esqueci completamente da leitura. Talvez porque não deveria de ser o momento exato para ler o livro. É, talvez. Reconheço que ultimamente quando paro para pensar que eu deveria ter feito isso ou aquilo antes, lembro-me de que as coisas tendem a acontecer no exato momento em que devem acontecer. E por incrível que pareça, a leitura deste livro só ajudou a manter esta linha de raciocínio.

Dizem por aí que o livro é meio arrastado. É, eu poderia até concordar, mas como odeio começar uma coisa e não terminar (e como acabei ganhando o livro de presente de um amigo), depois de mais de um mês, decidi recomeçar a leitura arrastada dos primeiros capítulos e graças a Deus, acertei. Depois que há o aparecimento de uma verdadeira cabana no livro, o título realmente começa a fazer sentido. Não só pelo aparecimento dela, mas pelos acontecimentos dentro e ao redor dela.

Nunca imaginei que um autor pudesse ser tão criativo, tão real e ao mesmo tempo tão fiel na maneira como apresenta Deus. Na verdade ele não apresenta Deus, é Deus que se apresenta, de uma forma mais reveladora e muito diferente do que imaginamos, e, por incrível que pareça, totalmente fora dos nossos padrões, infelizmente, esteriotipados.

Talvez você até esteja se perguntando: "Por que esta maluca faz tanta questão de falar deste livro em seu blog?". Porque ele fez muita diferença, uma diferença esmagadora, diria, na minha vida. Para você ter uma idéia, eu vou lê-lo novamente, para fixar e absorver bem tantas informações boas e novas.

Se você quer sentir umas sensações estranhas, ser envolvido por uma trama, ser confrontado, ser transformado, mudado, e principalmente, moldado, leia A Cabana. Leia, principalmente se você gosta de fazer perguntas difíceis a Deus e nunca obteve resposta. Leia, pois você será impactado verdadeiramente por aquele que tem o poder de transformar o nosso ser. Mas, claro, permita-se envolver por esta história.

Curioso? Se você sabe bem inglês, acesse: www.theshackbook.com

Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, esteja com vocês.

:)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Até aqui me ajudou o Senhor

Às vezes é bom olhar para trás
para me lembrar de tudo o que Deus já fez,
de onde ele me tirou,
de tudo o que Ele já restarou,
de tudo o que Ele já me deu,
de quantas batalhas já me fez enfrentar,
de quantos problemas já me fez suportar,
de quanto tempo já me fez esperar...

Quando olho para frente e não vejo saída,
percebo que é melhor olhar para trás...
...e me lembrar que se eu cheguei até aqui
foi porque Ele esteve comigo até agora,
que Ele já me fez derrubar muros menores,
e que está apenas me preparando para derrubar muros maiores.

Se Ele esteve comigo até agora,
não é agora que Ele vai me abandonar.
Pois Ele me prometeu
que nunca ia me desamparar,
que nunca ia me abandonar,
que estaria comigo todos os dias da minha vida,
até a consumação dos séculos.

Milena Moraes

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Por que não estou conformada?

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:1,2)


Em meio a tantos problemas e a tanta pressão deste mundo, sinto-me motivada a crer que não estar conformada com ele é um verdadeiro desafio cristão.


A Bíblia nos garante, para os que nela creem, creem em Deus e no Seu Filho Jesus Cristo, que não pertencemos a este mundo, que estamos nele por pouco tempo (1 Pe. 2:10), e que devemos viver nele como verdadeiros cidadãos dos céus. Para isto, é necessário estarmos dispostos a viver segundo a conduta que Jesus ordenou que vivêssemos, para que sejamos reconhecidos como seus verdadeiros discípulos.


O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos nos adverte que, para vivermos segundo os mandamentos de Cristo, devemos não nos conformar com este mundo, mesmo estando nele. Ou seja, se queremos ter a conduta ordenada por Jesus, devemos ter nossa mente renovada constantemente segundo os padrões bíblicos.


O problema é que nem sempre isso é levado tão a sério, pois versículos como estes, por ser muitas vezes repetidos, acabam ecoando e perdendo sua verdadeira essência com o tempo, mesmo que tenha significados muito fortes. O resultado disso é que seu esvaziamento semântico acaba repercutindo no Reino Espiritual e, por conseguinte, na vida pessoal de cada cristão.


Infelizmente, vejo muitos cristãos que não tem levado a vida de santidade muito a sério, achando tudo muito normal, não vivendo tão diferente dos padrões do mundo. Na contramão disso tudo, os cristãos devem se alertar do importante compromisso em viver uma vida de santidade. Esta vida de santidade está diretamente ligada à advertência do apóstolo Paulo em apresentarmos nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. Isto significa que devemos estar com a vida dia após dia entregue diante do altar de Deus, vivendo um estilo de vida que O agrade; devemos nos importar com aquilo que está em Seu coração, mesmo que isso signifique não ter que se enquadrar nas conversas dos colegas de trabalho, dos colegas de faculdade e, por isso, ser ridicularizado por eles; mesmo que isso signifique que você seja visto como o “careta” da turma, o “santarrão” ou o “bitolado”. Tudo bem que, às vezes, também não gosto de ser esteriotipada e intitulada como uma destas coisas. Mas, o mais importante disso tudo é que o estilo de vida dos cristãos deve ter um fundamento e devemos responder à altura todas as vezes que formos “ridicularizados”, pelas pessoas que nos cercam, por causa do nosso estilo de vida e posturas cristãos. Nosso objetivo não é agradar ao homem, e sim agradar a Deus, experimentando sua vontade, que é boa, agradável e perfeita.


Às vezes, mesmo explicando que nossa fé tem fundamento, vamos ser ridicularizados e esteriopados. Faz parte. Até porque o próprio Jesus falou que seríamos perseguidos. Porém, precisamos nos atentar a uma coisa: quando não estivermos aguentando a pressão do mundo, temos que nos perguntar "A quem eu quero agradar – a Deus ou ao homem?". Quando a vontade de aceitação pelo mundo for muito grande e você estiver disposto a responder “o mundo”, lembre-se que um dia é a Deus que você deverá prestar contas.


Ser cristão é verdadeiramente querer agradar a Deus; é querer estar constantemente nos Seus braços, buscando a Sua presença, buscando saber sua opinião, para viver em santidade; é estar disposto a receber Seu carinho ou o Seu cajado (quando necessário), Seu consolo ou Sua disciplina; é estar disposto a ter mãos limpas e coração puro.


Só assim poderemos viver segundo a conduta que Jesus Cristo nos ordenou, uma conduta que engrandece o Seu nome, que O exalta, e o melhor de tudo, que O reflete.


Por isso, meu querido amado irmão em Cristo, não se conforme com este mundo, mas sim procure transformá-lo. Não se esqueça que para isto, você precisa depender de Deus para que Ele mude você antes, para que haja uma renovação da sua mente, do seu entendimento, pois só confiando em Deus, crendo que Ele é a única esperança para estes dias maus, que poderemos ser a transformação que queremos ver no mundo.


Que tenhamos sempre os padrões de Deus, para vivermos para agradá-LO, segundo a Sua vontade, que é boa, agradável e perfeita, para o cumprimento dos Seus propósitos, e sempre, vivendo, na contramão do mundo.


A paz de Cristo seja com todos. Amém.